20 de outubro de 2017

Salento





Quando saí de Pereira fui visitar Salento, a poucas dezenas de quilómetros. É uma vila típica na serra e fica perto de duas importantes “Fincas” de café, o que nós chamaríamos roças de café.
Depois de fotografar Salento desci um pouco a serra até ao Valle de Cocora. É um vale que tem uma floresta fantástica com densa vegetação, vários rios a até animais selvagens como Pumas. Para além disso aqui é o único sítio no mundo onde cresce a que eles chamam Palmeira de Cera que precisa de estar a uma altitude especifica, entre 2500 e 2800 metros para se desenvolver, a temperaturas que oscilem entre os 12 e os 19º durante o ano . Estas palmeiras, estreitas e altas, levam 60 anos a atingir a sua altura máxima que chega, por vezes, a ultrapassar os 60 metros.
Neste Valle de Cocora decidi alugar um cavalo para dar um passeio pela floresta, acompanhado por um guia. Foi sensacional. Atravessámos rios e densa selva por vezes pelo meio de rochas que eu não imaginava os cavalos conseguissem passar sem se atrapalharem.
Depois do passeio voltei a Salento onde almocei num dos simpáticos restaurantes da praça central.
Da parte da tarde fui visitar uma das roças de café, a Finca “El Ocaso”. Quando lá cheguei, através de uma complicada estrada de terra, eram cinco da tarde e disseram-me que a ultima visita tinha sido às quatro. Tinha começado a chover e ficaria noite dentro de uma hora de maneira que perguntei se podia ficar lá a dormir. Felizmente eles tinham meia dúzia de quartos que alugavam. Naquele dia fui o único hóspede. A casa era giríssima, em madeira pintada de encarnado e branco. Fazia um pouco lembrar as casas típicas das quintas minhotas, com um terraço todo à volta da casa com vasos de flores no corrimão. Os quartos ocupavam três das fachadas da casa com a outra a ser o salão/casa de jantar junto ao qual construíram uma cozinha de apoio. Estava muito gira a casa e tinha vista fantástica sobre o vale e parte das plantações de café. O quarto, com casa de banho, estava muito bem arranjado, com lençóis impecavelmente engomados e quatro boas almofadas na cama de casal.
Dormi que nem um anjo nesta roça de café. Pela manhã a encarregada preparou-me um pequeno almoço com ovos e sumo natural e às nove fui então fazer a visita guiada, acompanhado de um simpático casal de jovens Checos que entretanto chegou.
Entre outras coisas aprendi que a Colômbia é hoje em dia o terceiro produtor mundial, depois do Brasil e do Vietnam. Aqui produzem o Arábica mas mostraram-me outro tipo de plantas de café que têm na plantação como mostruário, entre elas uma que se chama East Timor, obviamente originária do “nosso” Timor. Aprendi também que o Arábica dá-se melhor entre 1400 e 1500 metros de altitude, onde se situam as grandes produções. Esta roça, estando a 1700 metros produz menor quantidade de café mas de mais qualidade, sendo menos áspero.
Pelas onze da manhã deixei a roça a caminho de Cali, a minha próxima paragem.

4 comentários:

  1. Isto de trocar as 2 rodas pela tração às 4 tem muito que se lhe diga. O Francisco também vai bem sentado!

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  2. Pronto, já cheguei para o acompanhar :)
    Boa viagem
    Bjs
    Ana

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    1. Ha, ha. Estava a ver que não. Onde andou perdida?

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    2. Amanhã já sei que vai ralhar comigo.

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