2 de outubro de 2013

Wild Life Reserve 3





Ontem tive que deixar o Butão porque o visto acabava. No dia anterior tinha tido uma divertida noite na companhia do meu guia e do gerente do Hotel. Estive de manhã na Internet, onde já não conseguia ir há uns dias, e acabei por arrancar só ao meio dia. Demorei três horas e meia a fazer os perto de 200 Km que separam a capital, Thimphoo da fronteira, por aquela estrada que serpenteia através dos Himalayas, nalguns locais muito estreita e em que a altitude sobe até perto dos 2500 metros.
Na vila da fronteira decidi ir almoçar antes de carimbar o passaporte a caí na tentação de pedir uma pasta com legumes à italiana. É um erro que não volto a cometer, por mais farto que esteja de comer galinha com arroz, pedir um prato que não faz parte da alimentação habitual dum país. Trouxeram-me uma mistela de massas diferentes que pareciam ser restos de clientes de há largos meses. Era picante não sei se por tempero se por estar estragado mas passadas duas horas, já chegado ao Lodge da selva onde tinha deixado dois dos meus sacos a caminho do Butão, estava com uma intoxicação alimentar. Felizmente não cheguei a vomitar, dormi bem e no dia seguinte estava um pouco melhor.
Para piorar a situação ao chegar ao Lodge fui picado no pescoço por uma abelha de um grupo que tinham montado ninho na recepção. Consegui tirar o ferrão mas hoje está um pouco inchado.
Arranquei às dez da manhã por uma boa estrada, alcatroada há pouco tempo, através da floresta rumo a sul, a caminho do Bangladesh. Tinha percorrido pouco mais de três quilómetros e rodava a 110, 120 Km/h quando por pouco não atropelei um trabalhador das obras que atravessou a estrada sem me ver aproximar.
Passados uns quilómetros apanhei um “speed bump” à entrada de uma ponte, dos que por aqui têm sem aviso. Só o vi muito perto e nesses casos não podemos travar forte para não passar o peso da moto todo para a roda da frente. Limitei-me a pôr-me de pé e agarrar bem o volante. Senti a suspensão da frente bater no fundo e a moto foi uns dois ou três metros pelo ar. Muita pancada tem levado esta “Cross Tourer”.
Não tinha percorrido cem quilómetros quando, depois de ter parado para tirar uma fotografia a um grupo de macacos que atravessava a estrada, vi um letreiro a anunciar “Buxa Tiger Reserve Lodge”. Seria desta que conseguia ver um Tigre no seu habitat?
Entrei pelo desvio mas, como todas estas Lodge de floresta na Índia, o local tinha um aspecto entre o abandonado e o mal tratado e acabei por me instalar num Hotel na aldeia com melhor aspecto e tentar marcar um Safari. Depois de falar com várias pessoas que me enviaram de um lado para o outro ainda não consegui nada. Amanhã vou fazer uma ultima tentativa antes de arrancar para a fronteira com o Bangladesh, a menos de 100 Km de distancia.

30 de setembro de 2013

Thimphoo





Hoje tive uma conversa extraordinária com um “Great Lama”.
Saí de manhã para visitar o museu da cidade em Paro, antes de partir para a capital.
É um museu que mostra não só imagens dos Buda e caraças que a população usa nos festivais e que representam as várias personagens em que o segundo Buda se transformava para afastar os demónios, mas também a rica fauna do país enquanto através de várias frases e textos nos dão uma pequena introdução ao seu conceito de felicidade.
Com a ideia de preservarem a fauna os habitantes do Butão não matam animais de qualquer espécie. É proibido caçar e pescar no país e nem as galinhas que têm em casa para fornecerem ovos eles matam. No entanto, a sua religião permite que comam todo o tipo de carne ou peixe, desde vaca a porco passando pelas cabras. Só que, toda esta carne consumida no país é …. importada da Índia. A carne de vaca por exemplo, que os Indhus não comem, vem de talhos na Índia pertencentes a muçulmanos.
Quando acabei a visita ao museu, acompanhado pelo guia que tinha ido ter comigo na tarde anterior a esta cidade, pedi à secretária para falar com o diretor, por ter visto um cartaz a dizer que ele fazia uns colóquios.
Passado um minuto desceu do andar de cima um “Great Lama”, acompanhado de dois monges. O homem  tinha uma presença forte mas um ar simpático e perguntou-me o que pretendia dele, como quem não quer perder tempo com curiosos, o que achei que não coincidia com a ideia que tinha destes “Great Lama” para quem o tempo parece não existir. Disse-lhe que gostava que me falasse deste conceito de felicidade que reis e monges tanto apregoam e como podem medir o valor de felicidade de cada individuo.
Perguntou-me o meu nome e só então me deu um aperto de mão. Mas não foi um aperto de mão qualquer. Ele apertou-me a mão direita e colocou a esquerda por cima da minha mão que apertava a dele ficando assim uns largos segundos. Confesso que me afectou. Parecia que me transmitia uma energia especial. Nunca me tinham dado um aperto de mão assim. Depois tivemos uma longa conversa em que me falou sobre as formas como mediam o nível de felicidade de cada pessoa mas também de uma viagem que fez recentemente a Roma para uma reunião com o Papa, tendo aproveitado para visitar vários outros países europeus.
“As pessoas não vivem felizes, na Europa. Sente-se uma tensão dentro delas que as torna amargas”.
Só então lhe falei da minha viagem de moto e ficou fascinado.
“Penso que é a primeira moto que vem ao Butão”, disse.
Passada uma longa conversa em que concordei com alguns dos seus conceitos para obtenção da paz de espírito que eu tinha sentido na população, disse-me que eu não devia dizer que era um turista mas sim um “nekor” ou seja um viajante entre os locais de culto espalhados pelo mundo e que deveria ajudar a divulgar o Budismo. Disse-lhe que seria impossível por eu ser ateu e fez um ar triste. “Esse é o principal problema da Europa. As pessoas não têm fé”. Disse-lhe que não, que a maioria da população europeia acreditava em Deus.
Disse-lhe que era uma pessoa feliz e ele respondeu “eu sei” com uma certeza de quem me conhecia há trinta anos e não há trinta minutos.
Por fim pediu-me que fosse buscar a moto ao parque e a trouxesse até à porta do museu, uma situação inédita naquele local tão restrito. O seu secretário deu indicações aos guardas e lá vim eu com a moto até cá acima. Tirou-me então ele próprio uma fotografia e pediu aos empregados do museu para se reunirem à volta da moto para tirarem outras fotografias.
“Veja como é lindo este país”, dizia-me ele a olhar para a fantástica vista do alto da entrada do museu. “Com esta natureza preservada nós somos dos principais contribuintes para o oxigénio no mundo”.
Despediu-se entregando-me um cartão com o seu e mail e telemóvel e a promessa de um dia nos voltarmos a ver.
Só por este encontro valeu a minha ida ao Butão.
Parti então para a capital, Thimphoo, que fica a apenas 40 Km através da melhor estrada do Butão, desenrolada entre dois vales, sem buracos e com curvas longas e de vários raios e muitas curvas e contra curvas com lombas pelo meio. É um gozo. Para a aproveitar em pleno pedi ao meu guia que levasse as minhas malas no carro, aliviando o peso da moto, e combinei ir mais depressa e encontrarmo-nos no Hotel.
Thimphoo é uma pequena cidade talvez equivalente a Setúbal em tamanho mas sem prédios altos, uma arquitetura bem enquadrada na paisagem, com uma população que não serão mais de 150.000. Os sinais luminosos são substituídos por sinaleiros, de gestos estudados e elegantes mas não há mais de dois cruzamentos que os necessitem. Não há filas de transito seja à hora que for mas algumas estradas fora do centro estão em mau estado. Visitei um templo mandado construir pela rainha mãe quando o terceiro Rei morreu, por doença, com pouco mais de 40 anos e uma enorme estátua de Buda, com mais de 40 metros, que o atual rei mandou edificar no alto de uma montanha com vista sobre a cidade. Uma espécie de Cristo Rei deles mas mais imponente, pintado em dourado e projetado e edificado por japoneses.

29 de setembro de 2013

Paro





A minha grande curiosidade em visitar o Butão era, para além das normais visitas a templos e museus e de me maravilhar com a exuberante paisagem dos Himalayas sem neve, de que já tinha tido um fantástico exemplo no Nepal, tentar perceber qual o segredo para aquela gente conseguir ser, como dizem “a população mais feliz do planeta”. Ontem, no transito, já tinha percebido que eles cumprem as regras mas isso só por si não torna ninguém feliz, antes pelo contrario.
Li extractos de discursos de alguns dos últimos reis do Butão. Sim, é uma monarquia, desde que o país existe como tal, o início do século passado. Curiosamente nestes discursos os reis nunca falam em inflação, crise, desemprego ou outras desgraças que afligem os países ditos civilizados. Os discursos dos reis referem sempre as coisas boas que vão acontecendo no país, que nunca esteve em guerra desde que o primeiro rei conseguiu unificar o território, e dizem que a ambição deles é que a população viva cada vez mais feliz. Nunca referem mais próspera ou com menores dificuldades financeiras. Simplesmente, mais feliz.
O Butão é um pequeno país, com cerca de metade do tamanho de Portugal, todo ele nos Himalayas e com menos de 700.000 habitantes.
À medida que rodava país dentro ia-me apercebendo de razões que podem influenciar essa felicidade de que tanto se fala. 1º ponto importante, ela não vem do dinheiro. A maioria da população vive com muito pouco dinheiro. Muito menos que os portugueses, por exemplo. E sentimos logo no primeiro contacto com esta gente que estão muito mais felizes, de um modo geral, do que quem vive no Dubai, a destrocar petrodólares ou em Londres, Paris ou Nova Iorque. Não há psicólogos ou psiquiatras mas apenas Monges Budistas e “Great Lamas”.
Mas como dizia, a primeira razão palpável desta felicidade é que saímos da confusão e sujidade da Índia e entramos diretamente nos Himalayas que formam como que uma fronteira natural no sul do país. Passados três quilómetros já estamos com uma paisagem deslumbrante à nossa frente de enormes montanhas forradas a verde, com muito pouco transito e sem lixo nas ruas. Eu que nem era de lá já me estava a sentir mais feliz por ali estar. A principal estrada de entrada no país, como todas as outras é estreita, por vezes em mau estado e entrelaçada nos Himalayas como se estivesse a eles abraçada. Precipícios de um lado, montanha que abate do outro, camiões que não se conseguem cruzar sem saírem os dois para as respectivas bermas seria uma situação complicada em qualquer outro lugar. Ali faz parte e ninguém se queixa, hipnotizado que está por aquela calma transmitida pelo ar das montanhas que nos faz respirar mais devagar.
Constatei o estado de espírito da população logo no transito da montanha em que tanto carros como camiões, quando percebiam que vinha uma moto atrás mais rápida que eles, encostavam na berma e faziam sinal para eu passar. Mais tarde, confirmei essa mentalidade generalizada quando a polícia nos mandou parar a dizer que teríamos de esperar cerca de hora e meia por estarem a reparar a estrada. Formou-se uma enorme fila de carros, carrinhas e camiões que foram sendo desviados para um largo onde havia um pequeno restaurante à beira da estrada. Não ouvi uma única pessoa a queixar-se ou a dizer que estava atrasada para seja o que for. Para eles o tempo não é importante e estarem ali parados ou a caminho do que tinham para fazer parecia ser exatamente a mesma coisa. Mais espantado fiquei quando, passada uma hora, outro polícia veio anunciar que teríamos que esperar mais duas porque a estrada que estavam a arranjar tinha abatido montanha abaixo. E não há outra estrada de chegada à capital por aquele lado do país. Aquela gente recebeu a notícia com o ar mais natural do mundo e limitaram-se a esperar calmamente. Não estavam a conter uma fúria interior mas simplesmente não se sentiam afectados pelo que nem sequer consideravam um problema. Este estado de espírito sim, certamente faz parte do estudo para obtenção do diploma da felicidade.
Outra curiosidade deste povo é a maneira de se vestirem. A maior parte dos homens anda de saias, que são mesmo obrigatórias para quem trabalha para o estado, enquanto as mulheres que se vêm na rua vestem quase todas calças, independentemente das suas preferências sexuais.
Ao contrário do Nepal que, por ser a terra Natal do Buda, teria mais razões para ser um país maioritariamente budista mas onde a população é quase toda Indhu, aqui 95% são Budistas. Para eles há só um Deus, o mesmo de todas as religiões. Acredito que este estado de espírito do povo do Butão se deve muito à calma e meditação incentivadas pela religião Budista que todos seguem e que lhes é incutida desde miúdos na escola. As crianças são ensinadas a meditar nas escolas e em vez da ginástica comum, praticam yoga.
Neste primeiro dia fiquei na cidade de Paro, a segunda do país. Comecei por ir ver, ao longe, o extraordinário mosteiro “Tigers Nest” cravado na escarpa da montanha a várias centenas de metros de altura. Aqui, onde agora vivem monges, terá estado o segundo Buda quando, no século VIII chegou à região.
Fui depois visitar um templo Budista para perceber um pouco o que lá se passa. Um grupo de uns 30 monges estava a acabar uma cerimónia a que infelizmente não me deixaram assistir, nem a mim nem ao meu guia que não sendo monge é Budista. Sentia-se que era uma cerimónia importante e eram dirigidos por um “Great Lama” ou mestre Budista. Vi-o sair do recinto, com um homem que faz de guarda ao chefe e vai batendo um chicote no chão na frente do caminho. A acompanharem o “Great Lama” ou “Rimpoche” vêm ainda dois monges e um militar fardado e de espingarda ao ombro, não vá o guarda do chicote ter dificuldades em cumprir a sua missão, mesmo se tanto militar como espingarda tinham ar de nunca terem disparado um tiro. Todo este folclore, que se destinava simplesmente à caminhada do “Great Lama” do Templo para a casa que ocupava na ocasião, no terreno adjacente, como na maior parte dos casos de deslocações de pessoas importantes por todo o mundo, é mais para marcar a importância do personagem que para ter um efeito prático de proteção.
Os monges recolheram a uma espécie de camarata do outro lado do Templo.
Fiquei num Hotel simples mas limpo onde me serviram um excelente jantar.

28 de setembro de 2013

Jaigaon





Hoje de manhã saí do Lodge na floresta às nove a caminho da fronteira com o Butão, na esperança de ter o visto pronto quando lá chegasse.
Os cerca de 30 Km aqui são de boa estrada, alcatroada recentemente, à parte cerca de 2 Km que ainda estão em terra. Pelo caminho passei por enormes plantações de chá, uma planta que tem pouco mais de um metro de altura mas que forma uma espécie de tapete em altura que parece ter sido aparado. Pelo meio algumas árvores que têm ar de serem estrategicamente colocadas para não deixarem o sol queimar as folhas do chá e, provavelmente, manterem a humidade.
 Os guardas do portão de entrada no Butão reconheceram-me pela moto e nem perguntaram onde ia. O visto não estava pronto mas ainda bem que lá fui logo de manhã porque a mulher da agencia tinha-se esquecido da cópia do meu passaporte em casa e lá foi tirar outra para enviar por fax a um colega em Thimphoo, a capital, para ele ali obter o visto. O processo começou a atrasar-se e,  estando a pagar  290 dólares por cada dia no Butão, pedi que fizessem o visto só a partir de amanhã para poder entrar no país logo pela manhã e ter tempo para visitar as duas cidades onde quero ir.
Depois de confirmar que estava tudo encaminhado perguntei por um Hotel na pequena cidade do lado Indiano da fronteira e um dos empregados da agencia foi de carro à minha frente até lá. Estranhei logo porque o Butanês, em vez de atravessar a estrada onde estávamos, houvesse ou não traço contínuo, andou pela via esquerda uns 200 metros para cima para dar a volta numa rotunda. Confirmei este espírito suíço tão contrastante com o dos indianos onde, simplesmente, não há regras de transito quando, da parte da tarde, voltei à agencia para recolher o visto. Como costumo fazer aqui na Índia nestes dias de calor em pequenas distancias, ia na moto em mangas de camisa e sem capacete. Os guardas da fronteira do Butão mandaram-me parar e disseram-me que não poderia entrar no país sem capacete. Eu expliquei-lhes que ia só parar a moto cinquenta metros à frente para levantar o visto na agencia mas eles nem puseram essa hipótese: “Não. Não pode passar este portão sem capacete”. Pedi-lhes então para deixar ali a moto à entrada e acederam sem problema. O contraste parece abismal. Ainda aumentou mais a minha curiosidade. Será que a felicidade extrema inclui cumprir as regras escrupulosamente? Imaginava mais um local que dizem ser a própria felicidade como uma espécie de anarquia mas em que todos se respeitassem.
Entretanto hoje, aqui na Índia, é dia de “Vishwakarma”, o Deus dos Engenheiros, como me dizia há pouco o recepcionista do Hotel. É dedicado a tudo o que é maquinaria e então muitos carros andam com cordões de flores penduradas enquanto aqui no largo do Hotel montaram vários altares dedicados a este Deus, alguns com aparelhagens de música aos berros, outros com coisas doces com que intoxicam as crianças e outros nos quais as pessoas simplesmente entram e fazem uma pequena reza, certamente a pedir que o carro podre resista mais um ano.

27 de setembro de 2013

Wild Life Reserve 2



Ontem levantei-me pelas nove e fui de moto à aldeia próxima, enviar à minha filha a mensagem que não tinha conseguido no dia anterior. Aproveitei depois para mudar as pastilhas dos travões da frente da “Cross Tourer”, operação que não tinha feito em Delhi porque ainda tinham alguma espessura mas agora estavam quase no “osso”. Ainda eram as que saíram de Portugal e as de trás  fazem pelo menos mais 5.000 Km.
Depois do almoço decidi ir visitar um local no meio da selva onde tratam de Tigres e Leopardos que me disseram ser a cerca de dez quilómetros. Entrei com a moto por uma estreita estrada de terra, selva dentro, mas passados doze quilómetros não havia vestígios de nada nem ninguém até que encontrei uma espécie de homem da selva, destes vestidos só com um pano à volta da cintura, que pastava três ou quatro cabeças de gado. Era escuro e tinha um ar carrancudo, sem expressão. Parei para lhe perguntar onde era este centro de recuperação animal mas fiquei com a ideia que não falava inglês nem qualquer outra língua, provavelmente por não ter ninguém com quem falar. Não emitiu um som e a sua expressão manteve-se inalterada. Como tinha numa das mãos uma enorme foice para se conseguir movimentar através da floresta achei melhor não prolongar o inquérito e segui caminho. Ele manteve-se estático, como se tivesse acabado de ver um extraterrestre numa nave especial que não o tinha assustado mas impressionado. Passados mais três quilómetros lá encontrei aquela base, como tudo aqui com um ar muito abandonado. Acabei por só ver um Leopardo que tinham acabado de capturar porque os outros animais estavam fechados em jaulas por supostamente estarem a fazer manutenção do espaço vedado onde eles costumam andar.
Quando me preparava para regressar estavam três miúdos e dois velhos maravilhados com a moto e um deles pediu se o levava a dar uma volta. Acelerei um bocado em segunda, com o velho à pendura, e ele saiu de lá como se tivesse tido a melhor experiencia da vida.
Hoje parti às cinco e meia da manhã para um Safari de Jipe, acompanhado de um simpático casal que tinha vindo de Calcutá, mas tivemos azar e acabámos por só ver um Búfalo e um Rinoceronte à distancia.