31 de outubro de 2012

31 Outubro


Ainda ontem, durante a volta à península de Halkidiki.

Monte Athos
Ontem tinha chegado perto de Lerissos, a Oupavono, onde começa o Monte Athos, a sede dos Cristãos Ortodoxos, um Estado Independente que há séculos não permite a entrada de mulheres no seu território.

À noite, no restaurante onde jantava, três russos grandes e muito bêbados, com os seus trinta e tal anos, davam ares de serem donos da terra. No fim da refeição um deles virou-se para o homem do táxi que os tinha trazido, que jantava numa mesa à parte e disse: “You can go back to your town” ao que o Grego respondeu: “o.k. It’s 700 euros”. “No problem”, respondeu o Russo, que sacou de um maço de notas do bolso e contou 700 euros que entregou ao feliz taxista. Saíram os três a cantar aos SSS pela rua fora. Já me tinham dito que, hoje em dia, milionários russos são os grandes financiadores do Monte Athos e que o Abramovich vem cá muito rezar.

Hoje, pelas oito e um quarto da manhã, estava no escritório que serve de alfandega para ver se conseguia o imprescindível visto para apanhar o barco de visita ao território e os seus vinte mosteiros onde vivem cerca de 2000 monges.

Tinham-me avisado que era tarefa difícil. “É preciso marcar com seis meses de antecedência”, contou-me a dona da hospedaria onde tinha ficado na noite anterior. Pensei ser apenas inveja por não poder lá ir.

Cinco destes misteriosos monges estavam por trás do balcão de atendimento. Num banco corrido visitantes com ar de “habitués”, alguns com a imprescindível barba, batina e chapéu pretos, conversavam com o à vontade de quem tem a entrada garantida no “céu” que representa para eles aquele local.

Sentia-me como se fosse para um exame da quarta classe. Fiz o meu melhor ar de santo e estendi o passaporte, com a mão trémula, a um monge de barba e bigode cuja cara parecia ter saído do frigorifico.

Olhou para o passaporte e levantou a cara para mim, como que a examinar-me. Se consegui ler os seus pensamentos eram:

-Nãã. Este tem mesmo cara de pecador. Aposto que até sai com mulheres.

Perante a sua demora em tomar uma decisão, o colega do lado perguntou-lhe qualquer coisa em Grego a que ele respondeu: portugalía. O outro disse mais qualquer coisa e senti que a decisão estava tomada.

“No. Impossible to visit today”

“And tomorrow?

“Tomorrow not possible”.

Estive para lhe dizer que os meus avós eram russos ou que odiava mulheres mas não tive coragem.

Resignado, com ar cabisbaixo, fui-me embora perante a falta de coração daqueles cristãos.
Peguei na “Cross Tourer” e fiz-me à estrada a caminho da fronteira com a Turquia. Cheguei à ultima cidade grega perto das cinco da tarde e, com o sol quase a pôr-se, com medo de não arranjar logo lugar onde ficar do outro lado da fronteira, decidi ficar por aqui e amanhã partir para Istambul, ultima etapa desta primeira fase da viagem.

30 de outubro de 2012

30 Outubro - Halkidiki – Grécia


Hoje acordei com um dia lindo de sol e decidi percorrer toda a costa da península de Halkidiki, onde tinha chegado já de noite.

Foi um óptimo passeio de cerca de 150 Km ao longo dessa costa onde existem pequenos Hoteis, de duas a cinco estrelas, um empreendimento fantástico com campo de Golf, Marina com grandes iates, dois Hoteis, etc. mas também alguns Parques de Campismo, ou seja, praia e mar para todas as bolsas.

Mas toda a zona tem uma muito baixa densidade de construção e muita vegetação. Só que agora, que acabou a época de verão, está tudo deserto e quando digo deserto é que estão mesmo os hoteis fechados, as casas desabitadas e os parques de campismo de corrente à porta. É como se fechasse a península e ficassem apenas os habitantes das poucas aldeias ali existentes.

As estradas deixam de ser limpas e ía ficando atolado numa que passava junto ao mar e com as ondas tinha sido invadida por água e terra.

Parei numa das pequenas vilas para almoçar, junto ao mar e à tarde fui até Ouranoupolis onde fiquei.

Aqui vou tentar amanhã conseguir autorização para visitar o Monte Athos.

Só há dois dias ouvi falar neste estado independente pertencente à Igreja Ortodoxa que é uma espécie de Vaticano dos Ortodoxos só que muito maior. O território é uma península de cerca de 50 Km por 12 Km onde existem 20 mosteiros. Pode visitar-se de barco porque a passagem por terra é reservada aos monges mas dizem-me que existe uma lista de espera de meses para a visita pois só autorizam 150 visitantes por dia e, curiosidade ainda maior: não é permitida a entrada a mulheres neste estado independente, para não destabilizarem os cerca de 2000 monges que lá vivem.

Contaram-me que são riquíssimos pois muitos milionários dão fortunas para essa sede da igreja ortodoxa, nomeadamente os russos.

Há uns anos houve um importante patriarca que aqui morreu quando chegava com 16 acompanhantes e o seu helicóptero caíu.

Deus queira que me deixem entrar. Estou muito curioso. Sem mulheres deve ser um sossego.

29 de outubro de 2012

29 Outubro - Grécia – Costa Oriental


Esta manhã saí finalmente com bom tempo.

Tinha ficado numa pequena cidade a 2/3 do caminho entre a costa Ocidental e a Oriental.

Comecei por rodar numa óptima estrada de montanha com bom piso e seco, para variar, e passei depois para uma estrada de campo numa longa planície.

Pelas duas da tarde cheguei a Thessalonika uma cidade costeira onde almocei.

Antes tinha parado numa oficina de tratores que encontrei no caminho para olear a maneta da embraiagem que, com as chuvadas, estava barulhenta. O homem, quando soube que vinha de Portugal, convidou-me para beber um café e, ao ver o trajeto que tinha feito no dia anterior no mapa, disse-me que nas notícias tinham mostrado a grande tempestade que se abateu sobre essa zona.

Senti-a no pelo.

Da parte da tarde, quando procurava uma estrada mal assinalada que me levaria a uma península que recomendaram visitar, andei perdido cerca de 80 Km. Já era tarde e rapidamente anoiteceu. Como circulava nessa altura numa estreita estrada de campo com algum mau piso e curvas com humidade agradeci que na Honda se tivessem lembrado de montar o kit de faróis de nevoeiro que iluminam muito bem as bermas pois o farol de origem da “Cross Tourer” não é grande coisa em termos de luminosidade. Talvez devesse ter montado uma lâmpada mais forte.

O que vale é que estava uma noite de lua cheia, o termómetro da moto marcava 20 º e um céu pouco nublado mas onde, ao longe, se viam raios. Fantástico.

Depois de conhecer um pouco melhor este país e ter falado com várias pessoas penso que a situação é ainda mais preocupante de que parece. Nos muitos quilómetros que fiz pela Grécia não vi uma única industria. De facto a Grécia vive praticamente do turismo, para além da exploração da sua frota marítima, que já foi das maiores do mundo, no tempo dos Onassis e Niarchos. Os gregos parecem não ter bem noção da situação em que vivem pois a vida é mais cara que na Croácia, por exemplo, que estou certo vai ficar com muito do turismo grego e até Portugal, principalmente se soubermos explorar bem três zonas de enorme potencial e que ainda não estão estragadas: a região interior norte, incluindo o Douro, a Costa Alentejana e a zona do Alqueva.

Por outro lado em Portugal já estávamos habituados a viver com pouco dinheiro e por isso vamos aguentar melhor o esforço que os gregos que têm ordenados médios bastante superiores aos nossos e vão obrigatoriamente sofrer reduções drásticas. Penso que a situação aqui vai piorar muito nos próximos dez anos e quem emprestou dinheiro ao país, incluindo alguns bancos portugueses, que o esqueçam porque nunca o vão poder pagar. Estou convencido também que, por mais engenharias financeiras que a europa faça, é uma questão de meses para entrarem em incumprimento.

Enfim, foi só um desabafo. Penso que muito bem estamos nós quando comparados com eles.

28 de outubro de 2012

28 Outubro - Grécia


Ontem ao fim da tarde, quando andava naquela serra, debaixo de chuva, à procura de sítio onde ficar, parei num restaurante de borda de estrada que tinha ar de fechado mas lá dentro estava um rapaz e uma rapariga dos seus vinte anos a esquartejar uma carcaça que seria de um porco ou cabrito. Chamaram outro que perceberia alguma coisa de inglês, aliás é extraordinário que na Albânia que supostamente é um país mais atrasado todos os miúdos falam inglês e alguns com óptima pronuncia e na Grécia é raro o que diz duas palavras, e esse outro indicou-me uma aldeia vinte quilómetros à frente onde acabei por arranjar onde dormir.

Quando quis jantar entrei no único restaurante da aldeia, que funcionava como uma espécie de clube, ou seja, estava praticamente cheio mas só numa mesa é que estavam a jantar, os outros estavam a beber copos e petiscar. Por cima de um fogão a lenha assava um cabrito e o dono, extrovertido, achou divertidíssimo entrar ali um estrangeiro. Fartou-se de falar comigo sem dizer uma palavra de inglês e eu de grego. Apontava para o cabrito para saber se era aquilo que eu queria, depois pegava com a mão uma batata frita que estava numa travessa e comia a fazer sinal que estavam muito boas enquanto a mulher levantava uma folha de alface e um tomate no ar. Pedi tudo aquilo que me ofereciam e acabei por comer o melhor cabrito da minha vida, acompanhado por um rosé da casa. O homem às tantas sentou-se na minha mesa, pegou numa conta de um restaurante Croata que eu tinha a marcar o livro que estava a ler, e foi mostrar a todo o restaurante aquela conta, que ele presumia ser em euros como quem diz: “que grande martelada que o amigo levou”. Todos viram e riram com a conta até eu conseguir explicar que aquilo não eram euros. Enfim, foi uma noite animada.

Hoje de manhã estava na rua da aldeia a ver passar um desfile de miúdos por fazer anos que os gregos tinham expulso os alemães do território na segunda guerra, quando apareceu o meu tradutor do restaurante da berma de estrada do meio da serra a convidar-me para um café com os amigos. Fomos beber café e jogar gamão e acabei por sair só depois do meio dia, debaixo de chuva e vento devastadores. Levei uma eternidade a fazer os primeiros 60 quilómetros pelo meio da serra. O vento e a chuva estavam fortíssimos, a estrada muito escorregadia e com derrocadas de pedras de todos os tamanhos e rios de lama a atravessarem. Nesses 60 Km não vi um único carro e acabei por parar numa tasca de beira de estrada que era mais uma casa particular onde decidi almoçar, mesmo se ainda não tinha fome. Pensei que, provavelmente seria a minha ultima refeição do dia pois por vezes não conseguia passar dos 20, 30 Km/h e não sabia quando chegaria a uma povoação. A seguir ao almoço a chuva e o vento acalmaram e a coisa correu melhor. Pude finalmente apreciar a paisagem fantástica de cedros enormes e, pelas quatro da tarde, tinha atravessado a serra.

Rodei até às cinco e meia, com uns últimos 20 Km divertidos numa estrada de montanha larga, com curvas rápidas e piso ainda húmido mas com boa aderência. Estou numa pequena cidade no meio da Grécia chamada Elassona.

27 de outubro de 2012

27 Outubro - Da Albânia para a Grécia


Ontem à noite, depois de me instalar naquele Hotel saído do nada, como que miragem no deserto, fui jantar ao único sítio que havia por perto. O miúdo recomendou-me o frango que era criado no próprio jardim e perguntou se não os queria ir ver. Preferi vê-lo já no prato e era excelente.

Hoje de manhã saí pelas 9,30 h com vento e chuva fortes. Por sorte a estrada a partir desta vila de Tepelene era boa e só tive que me aperceber, aos poucos, dos limites de aderência da “Sport Tourer” naquelas condições. O único percalço eram as quedas de pedras para a estrada, vindas da escarpa e que me obrigavam a máxima atenção.

Fui em direção a uma suposta estância balnear no sul da Albânia, sempre debaixo de chuva intensa, porque tinha curiosidade de saber se, ao menos nestes locais supostamente mais turísticos, o tipo de construção era melhor que no resto do país. Cheguei à conclusão que a melhoria não é significativa e que a Albânia, para além da paisagem natural, só se aproveita porque tem um povo encantador. Quando entrei no país não tinha a mínima ideia do que me esperava e fiquei assustado com a primeira impressão: as mulheres eram bonitas mas os homens que via naquelas vilas e cidades sinistras de feias tinham todos caras de assassinos. Depois, aos poucos, fiquei a saber que é uma gente fantástica, extremamente simples e simpática.

Mas as estradas não são melhores que o resto da construção e, mal tive que sair da estrada principal, apanhei uma estrada de montanha, cheia de ganchos, pedras no caminho e extremamente escorregadia, talvez por serem as primeiras chuvas depois do verão.

Quando saí da estância balnear de Sarante, decidi cortar caminho por uma via secundária e voltei a apanhar daquelas estradas albanesas inacreditáveis em que parte é em terra, parte em alcatrão esburacado e a terceira parte tão estreita que mal se cruzam dois carros. Pelo meio uma travessia de rio numa barcaça movimentada por cabos.

Passei para a Grécia e o panorama muda radicalmente. As estradas são como as nossas e a construção, sem ser brilhante, dá dez a zero aos Albaneses. Mas as cidades e vilas parecem desertas. Ninguém sai à rua nestes tempos de crise e mau tempo. Desci cem quilómetros junto à costa ocidental para depois rumar ao interior a caminho da costa oriental. Tinha decidido não visitar Atenas por já a conhecer bem. Acabei por ficar numa aldeia no alto de uma serra, com um barulhento riacho a correr junto ao quarto. Acho que vou dormir bem.

26 de outubro de 2012

26 Outubro


Saí de Tirana pelas dez da manhã com o sol a que já me habituei. Na balburdia do transito da capital ao meu lado no sinal encarnado está um velho numa scooter com as duas netas à pendura, com os seus oito e nove anos. Giríssimas, a caminho do colégio, com as mochilas às costas. Os três sem capacete, claro. Aliás a única 50 que vi em que o condutor levava capacete foi no campo e atrás trazia a mulher, essa sem capacete e sentada à amazona. Era uma imagem de que já não me lembrava mas que se via em Portugal no final dos anos 60.

Entro no que eles chamam autoestrada a caminho de Berat, uma cidade fortificada pelos romanos em 200 AC e que foi classificada como património mundial pela Unesco.

A auto estrada tanto tem separador central como não, não tem traços marcados no piso e desde carros parados nas bermas até pessoas a pé e scooters a circularem em sentido contrário há de tudo. O piso aqui nem é mau mas a auto estrada acaba de repente com uma camioneta atravessada no meio da estrada, a vender cebolas. Do outro lado ainda não há estrada e passo por um caminho de terra para a antiga estrada, muito esburacada.

Poço de petroleo na Albania
As vilas e cidades são tão feias que não há discrição. Temos a sensação que para remediar o país só deitando tudo a abaixo e construindo de novo. E a Albania não é tão pobre como parece. Têm petróleo, embora em pequenas quantidades, aliás esta fotografia é de um verdadeiro poço de petróleo que há uma semana estava a funcionar e agora, segundo me disseram os responsáveis, estavam a tratar de trocar a bomba por uma mais moderna, têm gaz natural, alguns minérios e são autosuficientes na agricultura. Vivem com pouco mas a única coisa a que não resistem é um Mercedes. É de longe o carro que se vê mais, mesmo se muitos deles são 124’s com vinte anos, certamente comprados usados na Alemanha, mas também há recentes e vi vários classe S em Tirana, BMW’s X5 e X6 e por aí fora. Penso sinceramente que a percentagem de Mercedes é maior que na Alemanha. No fundo é um pouco o espírito dos portugueses: Mercedes à porta da barraca.

Ao fim da manhã visitei o castelo de Berat, e as casas que tem dentro as únicas construções bonitas que encontrei na Albania.

Da parte da tarde decidi cortar caminho por uma estrada secundária e fiz quarenta quilómetros numa hora numa combinação de estrada alcatroada muito esburacada com estradas de terra também cheias de buracos. A Cross Tourer levou uma grande coça mas aguentou-se. O meu pânico era ter um furo mas os pneus também resistiram ao mau tratamento. A parte positiva foi que me habituei a guiar este tanque com mais de 300 Kg em todo o terreno e já estou muito mais à vontade neste tipo de piso.

Só que de repente o sol começou a por-se e eu só via montanhas à minha volta, sem fim à vista. Finalmente encontrei uma vila onde me disseram que teria que fazer mais 100 Km para chegar onde queria. Fiz-me à estrada mas 30 quilómetros depois, saído do nada, um Hotel junto a uma bomba de gasolina onde fiquei instalado. 15 euros pelo quarto. Espectáculo.

25 de outubro de 2012

25 Outubro


Saí de Dubrovnik pelas dez da manhã a caminho de Montenegro. É um país pequeno, com uma área de cerca de 1/6 de Portugal continental, com uma paisagem muito parecida com a da Croácia mas mais mal tratado. Como curiosidade refira-se que embora ainda não pertençam à Comunidade Europeia, a moeda deles é o Euro. Quando uns a estão a perder outros ganham-na antes de tempo.

Logo na entrada de Monte Negro, junto à fronteira, apanhei a estrada em reparação, tendo que fazer quatro ou cinco quilómetros não em estrada de terra normal, que isso não seria problema, mas numa estrada de pedra solta. A direcção da Cross Tourer não parava quieta e tive que segurar o guiador com força e ir sempre em aceleração para a conseguir aguentar. Ainda não foi desta que fui ao charco mas cheguei à conclusão que em Africa vou mesmo ter que montar pneus de cross ou mistos porque com o peso que a moto leva é muito difícil de domar em estradas deste tipo.

Parei para almoçar em Koper, uma cidade medieval que não tem nada a ver com Dubrovnik mas é a mais emblemática de Monte Negro. O que tem graça é que os navios de passageiros atracam mesmo às portas da cidade. O "windsurf" que se vê na imagem, estava ontem na Croácia e tem a curiosidade de ser um navio de milhares de passageiros mas com velas, daí o seu nome.

Depois de almoço apanhei uma estrada de montanha, a caminho da Albania, com muitas ratoeiras. Desde pedras soltas no meio da estrada que caíam da escarpa até metade da estrada que tinha caído e estavam a reparar para além de curvas humidas a meio, onde havia sombras, e grandes rachas no alcatrão, com desniveis acentuados.

A Albania é um país mais pobre embora seja dos poucos na Europa em que a economia continua a crescer. Têm gaz e algum petróleo. A paisagem natural é bonita mas a construção é uma lástima. Os arredores de Tirana fazem lembrar as capitais africanas mais degradadas e o transito é difícil, agravado pelo facto das scooters circularem tanto na sua faixa como em sentido contrário a grande velocidade, conforme lhes apetece, Confesso que cheguei cansado a Tirana, onde estou agora. Amanhã sigo rumo a Sul e à Grécia.