17 de outubro de 2012

17 Outubro


Hoje fiquei aqui por Monza e tive uma situação caricata logo pela manhã. 
O parque do Hotel onde tinha a moto estacionada é em gravilha e ao arrancar esqueci-me que tinha colocado o cadeado na roda da frente. 
Arranquei, a roda da frente enterrou-se na gravilha e a de trás ficou a patinar. 
Sem ainda reparar na distracção pensei que a moto se tinha enterrado devido à gravilha e fui chamar a menina da recepção, uma lingrinhas que não pesará mais de 50Kg, para me ajudar a puxar a moto para trás. Quando a estávamos a desenterrar a moto caiu e os dois lá a conseguimos por de pé. 
Só então reparei que tinha o cadeado, já partido, preso na roda da frente. Tirei os restos entrelaçados na roda e lá saiu sem problemas. 
A italiana deve ter pensado: "que ganda tótó. Este não deve ir longe". Lol. 
Pelo menos fiquei a saber que sózinho não consigo levantar a moto mas com a ajuda de uma franguinha de 50 Kg já é possível. 
Entretanto já comprei um cadeado daqueles de disco com um cabo reluzente preso ao volante que não me vai deixar distrair. É que no dia anterior tinha sido um miúdo de dez anos a avisar-me que ía arrancar com o cadeado preso na roda.

16 de outubro de 2012

16 Outubro


Não sei se já tinha dito mas decidi que nesta viagem não iria andar em auto estradas, não só porque só é divertido andar em auto estradas de moto a mais de 250 Km/h e eu estou mentalizado para andar a 120, 130, em ritmo de passeio, mas também para poupar porque hoje em dia gasta-se tanto em portagens como em gasolina.

Depois de ontem ter passado o Mónaco e entrado nos "Alpes Maritimes", onde fiquei numa pequena aldeia de montanha, adormecendo com o som do rio que passava junto ao Hotel, hoje o dia voltou a nascer com um sol radioso e percorri cerca de 100 Km numa divertida estrada dos Alpes de curva e contra curva. Confesso que me entusiasmei um pouco mas nunca abusei. 
Depois fiz mais 250 Km por estradas de campo até Monza onde me esperava o pessoal do catering que trabalha comigo nas "Speed Euroseries" com a mesa já posta e um fabuloso jantar. Senti-me em casa. 
O transito na auto estrada junto a Milão é assustador e o perigo maior não são os carros mas as motos que passam a abrir por todos os lados às dezenas enquanto eu, com a largura das malas, mal consigo passar entre os carros. Amanhã devo ficar por aqui a descansar um pouco e volto à estrada na quinta. Abraços

15 de outubro de 2012

15 Outubro


Antes de começar a minha crónica diária sobre a viagem queria expressar aqui a minha tristeza pelo fecho das revistas Autosport, Volante e Automotor e mandar um grande abraço a todos os seus jornalistas e colaboradores.
E vamos a assuntos mais alegres.
Depois da chuvada que apanhei ontem nos ultimos 50 Km antes de chegar a St. Tropez, fui beber um copo ao fim da tarde ao bar do Hotel Sube que fica num 1º andar e fiquei a ver a tempestade abater-se sobre a Marina. 
À noite fui jantar ao "Le Sporting" que tem um ambiente fantástico, mesmo com mau tempo. 

Hoje acordei com um sol radioso. tomei um pequeno almoço de croissants como só os franceses sabem fazer, não sei bem porquê e fiquei a trabalhar no computador até ao meio dia. 
Arranquei depois junto à costa nas estreitas estradas que ligam St. Tropez até ao Mónaco. Aqui se vê como deveria ter sido construido o nosso Algarve e como ainda pode ser feita a Costa Alentejana, quando a crise passar, com casas rodeadas de vegetação e os poucos prédios com não mais de dois ou três andares. 
Almocei em Cannes, junto ao mar e no Mónaco dei a imprescindível volta ao circuito. Agora não deixam entrar motos na praça do Casino e Hotel de Paris mas passei à candonga para rápidamente ser mandado sair por um polícia. 
Andei depois um pouco pelos Alpes já em Itália e acabei por parar numa pequena aldeia no meio da montanha. Percorri cerca de 200 Km. Amanhã vou até Monza.

14 de outubro de 2012

14 Outubro


Hoje fiz cerca de 400 Km por estradas secundárias, junto à costa, e vim até St. Tropez. O dia começou com sol mas já perto daqui apanhei uma carga de água das grandes. À minha frente vinham um Morgan e um 356, os dois com a capota aberta e sem terem sítio para pararem preferiram ir andando debaixo de chuva. Estavam que nem uns pintos. O fato da Spidi fez o seu trabalho na perfeição e acho que foi a primeira vez que fiquei com a roupa seca depois de apanhar uma tempestade destas de mota.

Estava aqui uma concentração Porsche, com uns 200 carros e no centro de St. Tropez só se ouviam os alarmes dos Porsche a disparar quando as rodas ficavam meias de baixo de água. A marginal ficou um rio com 10 cm de altura de água.

13 de outubro de 2012

13 Outubro

Pessoal, vim a semana passada até Barcelona e deixei lá a moto porque tive que levar o meu camião, que estava em Montmelo, para Portugal. Ontem apanhei um avião de volta a Barcelona e hoje estou de regresso à estrada. Fiz cerca de 300 Km, nas calmas e sempre por estradas nacionais (decidi evitar ao máximo as auto estradas nesta viagem) e estou em Coursin, no sul de França. Instalei-me num hostal de um Inglês que costuma ter por cá muitos motards. Agora já cá estavam três ingleses e a Honda já não coube na garagem. O homem já tinha tirado a BMW dele para o páteo. É uma 1000 do tempo da Maria caxuxa que tem nada menos que 450.000 Km, feitos por ele. Amanhã irei até perto do Mónaco e segunda entro em Itália. Abraços